
Ainda não lhe tinha agradecido, o que para ele deve ser indiferente, porque por certo nem sequer se lembra de mim, mas acontece que o agora coronel Vasco Lourenço, foi meu comandante de companhia quando modestamente e sem atributos físicos de maior, fiz a minha recrutazinha numa companhia que, ele na altura tenente, comandava.
O modestíssimo desempenho físico e uma cunha valente, diga-se, empurrou-me para uma especialidade militar disputadíssima na altura, Contabilidade e Pagadorias assim se chamava a dita e que me garantiu uma viagem de dois anos às colónias, para fazer contas e pagar dívidas.
Isso não vem a propósito, hoje basta que lhe diga obrigado meu tenente, pela sua parte na restituição da nossa liberdade.
É por essa liberdade, que eu, todos o anos choro neste dia, porque me emociono, pelo passado e pelo presente, por aqueles para quem o 25 de Abril ainda se não cumpriu e infelizmente constato que a cada ano que passa me comovo cada vez mais.
Talvez seja porque estou ficando mais velho.
Em blogues de ver
O modestíssimo desempenho físico e uma cunha valente, diga-se, empurrou-me para uma especialidade militar disputadíssima na altura, Contabilidade e Pagadorias assim se chamava a dita e que me garantiu uma viagem de dois anos às colónias, para fazer contas e pagar dívidas.
Isso não vem a propósito, hoje basta que lhe diga obrigado meu tenente, pela sua parte na restituição da nossa liberdade.
É por essa liberdade, que eu, todos o anos choro neste dia, porque me emociono, pelo passado e pelo presente, por aqueles para quem o 25 de Abril ainda se não cumpriu e infelizmente constato que a cada ano que passa me comovo cada vez mais.
Talvez seja porque estou ficando mais velho.
Em blogues de ver
- O grande auto jota de seu nome habita na Barcilónia e escreveu duma forma singela, a sua visão, jovem, do 25 de Abril.
- Isto tem dias, pela mão de Ana Camarra, também fala sobre a sua visão do 25 de Abril.
2 comentários:
Ora Luis, chorar é apenas uma tentativa de lavar a alma.
Não conheci pessoalmente nenhum capitão de Abril, mas tive o privilégio de comer uma jardineira, ao lado de Adriano Correia de Oliveira, na humilde mesa da humilde casinha dos meus pais. Passado uns dois anos morreu.
Ainda há dias recordei um vinil, que tenho e nunca me canso de ouvir O Canto e as Armas gravado por ele, os poemas de Manuel Alegre do livro do mesmo nome.
Conhece ?
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