Voltei a reler o texto que a Isabela do Mundo Perfeito, publicou no seu blogue, a que hoje pôs fim, e porque vivi dois anos por ali onde ela viveu, digo que subscrevo a 100 % o que ela disse e apenas na parte final do texto, posso encontrar algo que possa ter implícito alguma desculpabilização do próprio pai
Era uma explosão de impotência, de prepotência, mas não havia naquilo a malevolência racista da Europa, do branco que não suporta o negro porque é negro e os negros são todos feios, todos iguais. Não havia naquilo o racismo xenófobo que os portugueses da Metrópole alimentavam pela calada, porque era politicamente correcto ser bonzinho com os pretos e dar-lhes a independência depressa. Não havia naquilo o racismo que estala hoje sujo, por todo o lado, porque sempre existiu sujo, e por todo o lado.
É nesta parte final que eu acho que surge a tentativa de desculpabilizar o pai ao dizer não havia naquilo a malevolência racista da Europa
Lembro-me de alguns amigos pretos, em Moçambique, me dizerem, que os mais racistas, eram não os brancos que iam da Metrópole, mas os branco que lá viviam, os mesmos que eu ouvia dizer que os pretos para respeitarem o patrão branco e o amarem, precisavam de apanhar. Apanhando sentiam-se importantes.
De certo modo é verdade que os pretos “deles” eram tratados de modo diferente dos outros pretos todos. Talvez da mesma maneira, com que levavam o cão deles ao veterinário e se estavam nas tintas para os cães dos outros
Quanto aos que iam da Metrópole, sempre lhes dizia, que racistas éramos todos nós (eu também tinha ido para lá), havia uma diferença entre o branco instruído, que sabia ser “moderada e civilizadamente” racista e o branco das berças inculto e bruto, que pela primeira vez encontrava alguém a quem considerar inferior. Esses mesmos que cortava os tomates aos pretos para os trazerem para a Metrópole e exibirem como troféu da sua boçalidade.
Eu sou um dos mais prejudicados, pelo desaparecimento do O Mundo Perfeito, reparei hoje que no meu blogue, Blorganaizer, espaço onde faço menção aos meus textos favoritos que vou lendo por aí, tinha referido o blogue da Isabela por 8 vezes, sendo nessas circunstâncias o espaço mais vezes referido e que agora porque ela cortou esse textos, ficou mais pobre.
Na sequência da publicação desse texto. teve um problema com um fascistóide qualquer que copiou para o seu blogue, esse seu texto. Não sei se terá sido esse o motivo, mas daqui do meu posto , (mesmo calculando que ela não me leia), lhe recordo que essa gente não se combate desistindo.
Era uma explosão de impotência, de prepotência, mas não havia naquilo a malevolência racista da Europa, do branco que não suporta o negro porque é negro e os negros são todos feios, todos iguais. Não havia naquilo o racismo xenófobo que os portugueses da Metrópole alimentavam pela calada, porque era politicamente correcto ser bonzinho com os pretos e dar-lhes a independência depressa. Não havia naquilo o racismo que estala hoje sujo, por todo o lado, porque sempre existiu sujo, e por todo o lado.
É nesta parte final que eu acho que surge a tentativa de desculpabilizar o pai ao dizer não havia naquilo a malevolência racista da Europa
Lembro-me de alguns amigos pretos, em Moçambique, me dizerem, que os mais racistas, eram não os brancos que iam da Metrópole, mas os branco que lá viviam, os mesmos que eu ouvia dizer que os pretos para respeitarem o patrão branco e o amarem, precisavam de apanhar. Apanhando sentiam-se importantes.
De certo modo é verdade que os pretos “deles” eram tratados de modo diferente dos outros pretos todos. Talvez da mesma maneira, com que levavam o cão deles ao veterinário e se estavam nas tintas para os cães dos outros
Quanto aos que iam da Metrópole, sempre lhes dizia, que racistas éramos todos nós (eu também tinha ido para lá), havia uma diferença entre o branco instruído, que sabia ser “moderada e civilizadamente” racista e o branco das berças inculto e bruto, que pela primeira vez encontrava alguém a quem considerar inferior. Esses mesmos que cortava os tomates aos pretos para os trazerem para a Metrópole e exibirem como troféu da sua boçalidade.
Eu sou um dos mais prejudicados, pelo desaparecimento do O Mundo Perfeito, reparei hoje que no meu blogue, Blorganaizer, espaço onde faço menção aos meus textos favoritos que vou lendo por aí, tinha referido o blogue da Isabela por 8 vezes, sendo nessas circunstâncias o espaço mais vezes referido e que agora porque ela cortou esse textos, ficou mais pobre.
Na sequência da publicação desse texto. teve um problema com um fascistóide qualquer que copiou para o seu blogue, esse seu texto. Não sei se terá sido esse o motivo, mas daqui do meu posto , (mesmo calculando que ela não me leia), lhe recordo que essa gente não se combate desistindo.
12 comentários:
Sobre pretos... Frankie Manning, o rei do Lindy Hop (para aprender a dançar).
Eu apostaria numa outra hipótese para o fecho do Blogue.
Pela primeira vez não teve uma caixa de comentários plena de bajulações mas plena de discordâncias.
Diz-me a minha intuição que o fecho do Blogue não se deve tanto ao facto do texto ter sido publicado num Site nacionalista mas ao facto do espírito "ditatorial" da autora não lidar bem com a divergência de opiniões. E posso garantir porque os li, que na caixa de comentários não havia sequer um comentário desrespeitoso, apenas divergência de opiniões quer quanto a direitos de autoria, quer quanto à dualidade do texto em si, que pleno de contradições, acabou por servir os propósitos de um site nacionalista.
A título de exemplo, se pegarmos em escritos do Manuel Tiago, os retirarmos de contexto, baralharmos e voltarmos a dar, não conseguiremos fugir daquilo que realmente são as convicções do autor.
Aliás, não só li, como também comentei e alertei a autora exactamente para o perigo da incorência dos textos publicados acabarem por servir os propósitos daquele Site. Cada um escreve como quer mas tem que estar preparado para as consequências e assumir a responsabilidade de escrever num espaço que é publico.
Não faças tu Rita o papel do que acusas a Isabela, o seja não conviveres bem com a divergência de opiniões.
Eu conheço muito bem os textos dela, há mais de dois anos, não comecei a lê-la agora, referenciei-a 8 vezes no meu Blorganaizer e aqui neste mesmo blogue só este ano já o fiz por 6 vezes.
Claro que não vale nada mais do que a minha opinião e o facto de que conheço muito bem o seu estilo , fazendo-me passar para ti á categoria de bajulador, ou seja aqueles que gostam daquilo que tu não gostas.
Tenho lido muitas vezes comentários no blogue dela que não são de bajulação como tu dizes, que nunca a fizeram desistir, desta vez terá achado que sim, eu não li os comentários, mas mesmo que tivesse lido, não faria por certo comentários á sua decisão de se sentir ofendida.
Se fosse possível a Manuel Tiago (Álvaro Cunhal ) ter um blogue, reconhecia-lhe o direito de não abrir os seus posts a comentários, da mesma forma que reconheci sempre o direito a Álvaro Cunhal de não conceder entrevistas a toda a gente.
Não te iludas qualquer texto, ou passagens do mesmo , retirados do seu contexto podem ser sempre usados de forma diferente.
Qualquer doutrina política que para mim ou para ti podem ser da mais elementar justiça política, para outros não passam de atentados à liberdade, não vais portanto excluir deste princípio alguém como Álvaro Cunhal, com ou sem pseudónimo.
Hum!
Bajulação e etc.
O que é engraçado, Luís, e isto sempre me espantou, é que nós nunca percebemos o que gera nuns o amor e noutros o ódio. Não se agrada a gregos e troianos, é uma verdade. Mas quando não se agrada, passa-se à frente. Eu não perderia o meu tempo a debitar veneno sobre algo ou alguém que não me agrada. Teria mais em que pensar.
Mas que grande lata Isabela! Mas como é que alguém que se autoproclama de não conforme, que passou 4 anos num espaço público a jorrar amor umas vezes e destilar ódio tantas outras se arroga o direito de abrir a boca sobre o amor e ódio dos outros?
Mas porque não passou você à frente relativamente a tudo o que não gostou no país, no mundo e nas pessoas do país e no mundo? Porque acha você que tem o direito de ter expressado a sua opinião durante 4 anos, amando, julgando, criticando e odiando e quer agora espoliar os outros desse direito?
É como digo, lida mesmo muito mal com a liberdade de opinião.
Considero absolutamente irrelevante eu ter lido ou não os comentários que fizeram nesse tal post do Mundo Perfeito. Como é absolutamente irrelevante eu ter achado ou não, que eles são ofensivos, porque é apenas à Isabela que cabe o direito de sentir ou não ofendida.
A bajulação-mor também é subjectiva, tenho a certeza que talvez em 99 % dos casos as pessoas que eu menciono por me agradarem os seus textos, nem sabem que o faço, porque eu não lhes vou lá dizer. Exactamente porque não quero que isso seja interpretado como graxa, que devias saber, por me conhecer, que eu abomino.
Não tenho a certeza mas nestes dois anos em que sigo o Mundo Perfeito, terei trocado comentários com a Isabela 1 ou 2 vezes.
Portanto serei bajulador-mor no teu conceito, mas ainda por cima incompetente, por não ter colhido benesses desse trabalho.
Já tenho dito que a justificação deste blog, é para suprir o facto de eu assinar vinte e tal blogues e não ter tempo para fazer comentários, assim reservo este espaço para assinalar aquilo que gosto de ler, nunca aquilo que não gosto, porque não sou critico.
Não tinha que dar explicações. mas já agora esclareço.
Reafirmo que as regras de cada blogue, são da exclusiva responsabilidade do seu autor não lhe retirando o direito de responder ou não aos comentários, favoráveis ou não que façam aos seus posts.
O direito de não se abrir a comentários é dele e estou à vontade, por ser meu critério em todos o meus blogues permitir os comentários, nunca os visionar em pré-publicação e nunca deixar de responder, mas aceito que outras pessoas possam definir outras regras
A diferença é que eu sou organizado e sei sempre localizar tudo o que escrevi, o que eu escrevi na altura no meu bogue chamado O sítio dos Eurocús (hoje Obanómetro )
digo o seguinte num post que chamei Só jogo em casa e que afinal lança a ideia do Com blogs de ver, justificando a razão porque não iria fazer comentários nos outros blogues dizia eu então em 23 de Março de 2008
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Quanto mais aprofundo a minha relação com a blogosfera, mais se me confirma a sensação, que muito embora haja gente com muito valor a demonstrar o seu talento nos mais diversos campos da escrita, quer seja no campo da poesia, quer na simples crónica política ou no fait-divers do dia a dia, noto também a existência dos autores carreiristas, que só vivem obcecados pela projecção do seu blogue fazendo comentários de pura graxa, nos blogues dos outros, apenas com a ideia de serem lincados e aumentarem assim a sua própria exposição.
Como para além da preparação dos meus blogues, que são muitos, trabalhosos e pela sua natureza pouco populares no seu conteúdo pelo menos no que ao número de comentários suscitam, também gosto imenso de consultar o que outros fazem, por puro deleite, ao mesmo tempo que lhes faço referência, com bastante projecção, dado que tenho 2 blogues destinados a promovê-los, apenas para os dar a conhecer a outros e para os homenagear.
Assaltou-me contudo a ideia que este procedimento, pudesse ser confundido, com o procedimento graxista que acima referi. Para que tal não aconteça, decidi hoje mesmo deixar de comentar em blogues alheios, para que não seja também eu conotado com esse tipo de gente que só busca a promoção pessoal.
Todos os meus comentários sobre blogues alheios serão colocado no meu blogue Com blogues de ver.
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Foi isto que escrevi, onde está a contradição ?
Para mim, Rita, PONTO FINAL
Tenho muita pena que o Mundo Perfeito acabe.
Apesar de lá não ir todos os dias, não perdia um único post, há mais de dois anos.
Divergimos várias vezes a Isabela e eu, mas sempre gostei da sua escancarada sinceridade, mesmo se para me confrontar.
Acaba um dos grandes blogs da blogosfera.
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