Segunda-feira, 18 de Maio de 2009

Sapateiros não devem tocar rabecão

No há vida em Marta, a própria disse-nos que entre o esquecimento e o perdão, se enquadra afinal a nossa vida de todos os dias, onde apenas existe uma ténue linha, responsável pelo nosso equilíbrio. Num dia, parece tudo bem, noutro tudo se desmorona sem quase explicação.

A heroína do seu apontamento sentiu-o, diz ela "E agora, na mala que desliza atrás de si, tem a carta que o pai lhe escreveu para o convento, poucos dias antes de morrer. E como pesam as cartas que chegam dias antes de quem as escreveu morrer.
Que sempre a amou como filha mas que não era sua filha. Que procurasse o avô materno, na Holanda. Que o paterno, é verdade, tinha morrido, mas não tinha campa, em Coimbra".

Colocarei este texto, no local onde guardo os de eleição, que me passam pelos olhos.

Do Bic Laranja destaco integralmente este magnífico apontamento.

No início do seu reinado ordenou el-rei D. Manuel I que juntassem quantos judeus se pudesse no Terreiro do Paço, em Lisboa, e que se lhes deitasse uns baldes de água benta por cima para baptizá-los a todos com o 12º ano. Com as novas qualificações obtidas, os cristãos-novos abriram uma manufactura de alheiras.

Que recorda como as novíssimas oportunidades têm antecedentes históricos.

Uma professora da Escola Básica 2,3 Sá Couto,(cá está, tem que ver com o Magahães) de Espinho, está suspensa e enfrenta um processo disciplinar na sequência de alegadas alusões a orgias sexuais, durante uma aula, gravadas em audio por uma das alunas.

Apesar de não ser da sua competência, durante cerca de uma hora, uma professora de História daquela escola, fala de intimidades sexuais na sala de aula (a crianças com idades compreendidas entre os 12 e os 13 anos) e descreve, de forma grosseira, as transformações físicas que ocorrem durante a adolescência.

Perante a reacção de alguns alunos, que a confrontaram com o facto, a professora terá ameaçado a turma com processos disciplinares para quem apresentasse queixa contra ela.

Isto está tudo ligado, preservativo puxa preservativo, blá, blá, uma mão lava a outra e pronto lá estamos nós a asneirar. Provavelmente são coisas que acontecem quando os sapateiros tocam rabecão, ou seja temas delicados são para ser falados porque quem perceba da poda (com p, claro)

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