Um espaço para coisas ligeiras e relato de visitas a blogues que para mim são do melhor. Esclareço que me dedico SOMENTE a mencionar o que de agradável vejo, leio, sinto e saboreio NÃO TENHO POR HÁBITO, INFORMAR OS BLOGUES QUE MENCIONO, ACERCA DOS DESTAQUES QUE LHES DOU.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Escutas anuladas e fugas de informação

Tenho sempre dificuldade em perceber porque razão não se investigam as fugas de informação.

No caso de escutas telefónicas entre Vara e Sócrates anuladas, como é que se sabe o conteúdo das mesmas ?Como e que os jornais referem o conteúdo das mesmas ?

O conhecimento do seu conteúdo, só deveria estar na posse de juízes e polícias, que deveriam ser entidades credíveis e de confiança.

Para que não percamos a confiança em absoluto nos agentes da justiça, alguém deveria ser responsabilizado pelas fuga de informação, sistemáticas aliás, para a imprensa.

Digo isto porque se fala de dezenas de conversas entre Armando Vara e José Sócrates, escutadas pela Polícia Judiciária de Aveiro e anexas a certidões que se encontram desde Julho passado na Procuradoria Geral da República.

O primeiro-ministro e o ‘vice’ do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, que detém títulos como o Jornal de Notícias, o Diário de Notícias e a TSF e a necessidade de encontrar uma solução para o ‘amigo Joaquim’. Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo, além de conversas sobre o caso TVI, segundo relatam alguns jornais.

Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências, mas outra coisa é o crime de fuga de informação, que alguém promoveu porque por certo a imprensa paga e julgo que bem a quem lhe forneça material

1 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

O bom dos Estados modernos é que todos os actos humanos são crime (ou passíveis de criminalização ou se não, a polícia dá um jeitinho).

Tem uma certa graça a moda dos crimes: já foram as bruxas (ou hereges), os comunistas (no Terceiro Mundo, quando havia, foram caçadas sangrentas), depois os traficantes de droga, quando os serviços secretos ficaram sem nada que fazer com o fim da Guerra Fria, depois veio a pedofilia, em Portugal houve um fugaz "crime violento e organizado", que durou um Verão, e agora estamos na moda da corrupção.

Não consigo imaginar que moda se seguirá. Também nunca me passou pela cabeça ver os padres a defender o casamento civil. Como as coisas mudam. Quando ele apareceu, muito chiaram os padres contra, e agora arregaçam a sotaina a defendê-lo contra os ataques gay.

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