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residente da República sublinhou que apesar de não ser a solução para todos problemas, em "tempos de crise profunda" Portugal não se pode "dar ao luxo" de desperdiçar esse recurso.
"É importante abraçarmos novas causas, particularmente em momentos de crise como os que se vivem hoje. É vital desenvolvermos novas ideias de negócios, com vista a construir novas indústrias e serviços. O mar deve ser uma dessas ideias", defendeu o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na abertura da conferência "Portugal e o Mar, a nossa aposta no século XXI", que se realiza em Cascais.
Retomando a ideia que o mar deve tornar-se uma "prioridade nacional" e que, a par de "causas tão importantes" como a educação ou a competitividade da economia, "devemos concentrar esforços nesta nova causa", Cavaco Silva insistiu na necessidade de "tirar pleno partido do mar", enquanto recurso natural e enquanto base de expansão da economia portuguesa.
"Em tempos de crise profunda, como o que vivemos, não nos podemos dar ao luxo de continuar a desperdiçar um dos nosso principais recursos naturais", realçou, reiterando a ideia de que Portugal continua a ter uma "relação claramente insatisfatória" com o mar,
Para quem tem a maior zona económica exclusiva da Europa é lamentável o desperdício, não se trata só de pesca, mas sim da potencialidade que o fundo de mar tem por explorar. Se não há capacidade económica para a exploração desses recursos, encontrar-se-iam parcerias assim houvesse vontade de as procurar