Será fundamental eliminar a ambiguidade e o subjectivismo que, por regra, jogam a favor da parte mais forte na relação laboral. Falar tão-só de inadaptação dá para tudo e mais alguma coisa, tipo "simplex para despedir".
No fundo, estamos confrontados com uma questão-chave: qual a fronteira entre o uso e o abuso da lei? Como se previnem situações que poderão configurar despedimentos sem justa causa encapotados? Não esqueçamos que o CT já prevê o despedimento por inadaptação em razão de redução continuada de produtividade ou qualidade e, para cargos técnicos ou directivos, quando não tenham sido cumpridos os objectivos fixados.
E não creio que o grande problema do mercado de trabalho esteja em "flexibilizar" os despedimentos. Penso que é preferível flexibilizar as formas e tempos de contratação. Mesmo do ponto de vista social.
É que, hoje, a alternativa ao trabalho a termo não é a contratação sem termo, mas o desemprego.
Corroboro estas palavras deste eventual esquerdista, perguntando se o Amorim das rolhas teve algum problema em despedir trabalhadores quando entendeu que não ganhava os milhões suficientes
- uma notazinha de rodapé
Há quantos anos acontece ?quem se responsabiliza por situações destas não terem sido antes denunciadas ?
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