Já não defende o mesmo princípio em relação aos reformados, que adquiriram o mesmo direito face aos subsídios de férias e Natal, pagando-os com descontos retirados do seu próprio bolso, pagando repito o seu próprio "direito adquirido", coisa que o sr. Ângelo Correia não fez, limitou-se em meia dúzia de anos a ser Correia do seu partido, mas pago pela República Portuguesa pelos serviços que lhe prestou, eventualmente úteis,
- Efemérides musicais para o dia 29 de Outubro
- Em 1955 Dimitri Shostakovich estreia o seu Violin Concerto No. 1 op.99, tocado pela Leningrad Philharmonic conduzida por Yevgeny Svetlanov
4 comentários:
O Ângelo é o nosso maior intelectual, nunca me farto de o citar, se pudesse, em todos os posts, o citaria, mas ainda tenho uma série de suas falas para postar. Não ouvi essa dos direitos adquiridos, está muito boa.
Em Novembro de 2010, no Plano Inclinado da SIC Notícias, Ângelo Correia afirmou que adquiridos são apenas os direitos como o direito à vida, o direito à liberdade, etc.. Defendeu que todos os outros direitos, ou seja, aqueles que custam dinheiro ao Estado, são direitos que "não existem", que estão dependentes da solidez da economia. Concluiu mesmo que a ideia de direitos adquiridos se trata de uma "burla".
No entanto, menos de um ano depois, a 23 de Outubro de 2011, quando questionado por uma jornalista da Antena 1 sobre a possibilidade de, em função do momento difícil que o país atravessa, abdicar da sua subvenção vitalícia de ex-titular de cargo público (quando, ainda por cima, trabalha no sector privado), Ângelo Correia afirmou não estar disponível, por se tratar de um "direito adquirido" legalmente.
Não há dúvida que é um político de boa cepa, sabe dar a volta.
Como os posts que comecei a escrever são sobre a polícia, e de como o Governo tem de investir nela, não se pode pôr com cortes e congelamento de salários, tenho uma lengalenga do Ângelo sobre como devem ser as polícias. A democracia tem de dar o seu passo natural qualitativo e tornar-se fascismo - mas um fascismo bonzinho, não haverá Tarrafal, porque isso choca sensibilidades, a exclusão da sociedade será económica, e não reclusão em cadeias: tira-se o dinheiro à pessoa e ela fica invisível, ficará fora da vista das outras pessoas como se estivesse, de facto, numa cela, não é preciso prendê-la. Ou sequer torturá-la pois pode-se seguir todas as suas conversas - para isso o Estado precisa de formas de controlo sofisticado que exige dinheiro e pessoas qualificadas. O Miguel Macedo percebeu isso.
Note-se que este novo fascismo é um fenómeno popular, vem das massas, das pessoas, e não de dirigentes, que usurpam o poder, e o impõe de cima para baixo: o fascismo e o nazismo foram fenómenos de baixo para cima, foram fenómenos populares e não de dirigentes. O Salazar, nem creio que fosse fascismo, aquilo era um fiquismo, ele foi ficando, ameaçou ir-se embora, e até foi uma vez (pelo menos), foram buscá-lo e montaram uma teia à volta dele, para o alimentar como se fosse uma abelha rainha. O novo fascismo é também um fenómeno popular: o Estado tem de pedir a ajuda às pessoas: li que o Gaspar quer pôr os contribuintes na caça de impostos, com multas de 2000 €, para que não pedir fatura. (São as pessoas que se chibarão porque estão embaladas na conversa de que tudo é feito para o bem delas). Imagine-se 2000 €, num país em que a média do rendimento é (ou era) 700 €, isto é bastante revelador de como os dirigentes vivem nas nuvens e não no país real: eu culpo os carros de alta cilindrada com motorista, se fossem obrigados a ir para o emprego em transportes públicos seriam muito melhores dirigentes porque compreendiam o país real e não coisas que leram nas universidades. Neste caso ainda sou marxista, na inversão que ele faz do Hegel: a infra-estrutura económica determina as ideias. Só dirigentes com ordenados muito mais baixos e sem mordomias é que podem fazer algo pelo país.
Completamente de acordo, a atitude política fascistóide não tem que ver com o processo eleitoral.
Se o Salazar tivesse pensado bem deixava a oposição ir a votos, continuava a ter a maioria e faria o que queria sem lhe chamarem fascista.
Tudo a bem da Nação , como acontece agora.
Que importa a este governo, se vão morrer pessoas com fome e sem assistência médica ou por não terem dinheiro para os medicamentos.
Governar é sempre tomar opções e isso define quem governa,
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